UM POUCO DE CULTURA – ANOS 1600 / 1700

Posted By on October 25, 2007

Na Idade Média, não existiam escovas de dente[bb], perfumes[bb], desodorantes[bb],
muito menos papel higiênico.

Em dia de festa a cozinha do palácio conseguia preparar banquete para
1.500 pessoas sem a mínima condição de higiene.

Vemos nos filmes as pessoas sendo abanadas.A explicação não está no
calor, mas no mau cheiro que exalavam por debaixo das saias que eram
feitas propositalmente para conter os odores das partes intimas já que
não havia adequada higiene.

Também não havia o costume de se tomar banho devido ao frio e à quase
inexistência de água encanada. O mau cheiro era dissipado pelo uso do
abanador.

Só os nobres tinham lacaios para abaná-los, para dissipar o mau cheiro
que o corpo e boca exalavam, além de também espantar os insetos. As
excrescências humanas eram despejadas pelas janelas.

Quem já visitou Versalies admirou muito os jardins enormes e belos
que, na época, não eram simplesmente contemplados, mas “usados” como
vaso sanitário nas famosas baladas promovidas pela monarquia, porque
lá também não havia banheiros.

Na Idade Média, a maioria dos casamentos ocorria nos meses de junho
(para eles o inicio do verão).
A razão é simples: o primeiro banho do ano era tomado em maio; assim,
em junho, o cheiro das pessoas era ainda tolerável.

Entretanto, como os odores já começavam a incomodar, as noivas
carregavam buquês, junto ao corpo, para disfarçar o mau cheiro. Dai
termos Maio como o mês das Noivas, e a explicação da origem dos buquês
de noiva.

Os banhos eram tomados numa única tina, enorme, cheia de água quente,
e o chefe da família tinha o privilégio do primeiro banho na água
limpa.
Depois sem trocar a água, vinham os outros homens da casa, por ordem
de idade, as mulheres também por idade, e por fim, as crianças.

Os bebês eram os últimos a tomarem banho. Quando chegava a vez deles,
a água já estava tão suja que era possível “perder” um bebê lá dentro.
É por isso que existe a expressão em inglês “don?t throw the baby out
with the bath water”, literalmente “Não jogue o bebê fora junto com a
água do banho”, que hoje usamos para os mais apressadinhos.

Os telhados das casas não tinham forro e as vigas de madeira que os
sustentavam eram o melhor lugar para os animais ? cães, gatos, ratos e
besouros se aquecerem.
Quando chovia, as goteiras forçavam os animais pularem para o chão
assim a nossa expressão “está chovendo canivete” tem o equivalente em
inglês “it?s raining cats and dogs” (está chovendo gatos e cachorros).

Aqueles que tinham dinheiro possuíam pratos de estanho.Certos tipos de
alimentos oxidavam o material, fazendo com que muita gente morresse
envenenada.

Lembremo-nos de que os hábitos higiênicos, da época, eram péssimos. Os
tomates, sendo ácidos, foram alimentos considerados, durante muito
tempo venenosos.

Copos de estanho eram usados para cerveja ou uísque[bb]. Essa combinação,
às vezes, deixava o indivíduo “no chão” (numa espécie de narcolepsia
induzida pela mistura da bebida alcoólica com oxido de estanho).

O corpo era então colocado sobre a mesa da cozinha por alguns dias e a
família ficava em volta, em vigília, comendo e bebendo e esperando
para ver se o morto acordava ou não. Daí surgiu o velório, que é a
vigília junto ao caixão.

A Inglaterra país de território pequeno, é onde nem sempre havia
espaço para se enterrarem todos os mortos. Então os caixões eram
abertos, retirados os ossos, colocados em ossários, e o túmulo usado
para outro cadáver.

As vezes, ao abrirem os caixões, percebia-se que havia arranhões nas
tampas, pelo lado de dentro, o que indicava que aquele morto, na
verdade havia sido enterrado vivo.

Assim surgiu a idéia de ao se fechar os caixões, amarrar uma tira de
pano no pulso do defunto, passá-la por um buraco feito no caixão e
amarra-la a um sino.
Após o enterro alguém ficava de plantão ao lado do túmulo durante
alguns dias. Se o indivíduo acordasse, o movimento de seu braço faria
o sino tocar e ele seria “saved by de bell”, ou literalmente “salvo
pelo gongo”, expressão que utilizamos até os dias de hoje.

Email enviado pela minha amiga Pati.

About the author

Gosto de passear, ler bons livros, navegar na internet, jantar fora, ouvir música, ir no cinema. A única coisa que eu não gosto muito é ficar em casa sem ter o que fazer. Sou uma pessoa de gênio muito forte, um pouco ansiosa. Faço amizades com muita facilidade já que sou muito comunicativa.

Comments

One Response to “UM POUCO DE CULTURA – ANOS 1600 / 1700”

  1. Fausto Simao says:

    Desculpa amigo não quero desmerecê-lo, contudo você está como o “Samba do Criolo Doido” contando pedaços da história misturando épocas. Cuidado há erros de época!
    Na Idade Media de 1600 a 1700

    A história do mundo ocidental tem a:
    - Idade Média, ou Medievalismo, do ano 0476 DC (fim do Império Romano) até 1453 DC (queda de Constantinopla);
    - Idade Moderna ano1453 até 1789 (revolução francesa);
    - Idade Contemporânea ou Idade da Razão de 1789 ao período atual.

    As curiosidades em partes são verdadeiras, mas há confusões de épocas, como:
    - Palácio Versalhes não é da Idade Media, foi construído, creio por Luis XV por volta de 1640, isto já é Idade Moderna ou Mercantilista. Realmente construções com banheiros datam depois da primeira guerra mundial.
    - Cozinha do Palácio Versalhes tinha, quero dizer tem um encanamento rústico de cobre com torneira. Encanamentos d’água datam dos romanos.
    - Em 1600 falta de banho era cultural da época, os romanos do século I, tomavam banho, tinham uma espécie de sala de banho (veja ruínas de Pompéia) nas casas mais nobres, costume que desapareceu no Feudalismo (Idade Media) por esse motivo é chamada de idade das trevas e pela falta da higiene morreu quase 70% da população européia com “a peste negra, o cólera e pela igreja”. A igreja, esta sim era sinônimo de “sujeira”. Pode existir algo mais anti-higiênico do que um padre de batina preta esfregando pelo chão sem nada em baixo, com poder de vida e morte sobre a aldeia, trepando com todas as mulheres, homens, e até crianças, ou você acha que promiscuidade da época era diferente
    - Banheiros da Idade Média nos Castelos Feudais somente nos mais Luxuosos existia uma especie de banheiro coletivo que era um assento com um buraco no meio onde voce fazia suas necessidades e caia lá em baixo na base da muralha. O interessante é que os caminhos para o castelo passavam debaixo dessa latinas.
    - Banhos – Existem escritos da reintrodução do banho rotineiro na cultura ocidental no inicio do século XIX, na Europa, a partir da expansão mercantilista. Locais apropriados para o banho foram introduzidos nas casas, principalmente com o costume de aquecer água, de novas termas agora chamadas de balneários ou estação de águas como Caldas da Rainha (distrito de Leiria – Portugal) em 1821. Os banhos de tina surgem na Europa por volta da mesma época com a introdução dos costumes da Indo-China, alias o Oriente nunca abandonou o costume do banho. Portanto expressão inglesa ”Don´t throw the baby out with the bath water” deve ter surgido próximo ao inicio do século XX. O caldinho grosso na tina familiar pode parecer estranho para nós, ainda hoje é usado por alguns povos como no Japão, Rússia.
    - Alem disso os leques também foram introduzidos para se refrescar na mesma época inicio do século XIX. O abanar dos filmes é alguma coisa teatral, pois o primeiro filme que se tem noticia é Viagem À Lua (Voyage dans la Lune), em de 1916. Se o motivo for para afastar o cheiro deve ser algum filme de diretor “hippie” feito na década 60.
    - Ahh! Perfumes existem desde os egípcios apenas perderam a usualidade (perfumes, cremes de banha animal perfumados era usados por Cleópatra), só por volta do ano 1650 foi aperfeiçoado o comercio de perfume, dizem que é pelo motivo do mau cheiro que a França é a maior especialista, alias o francês até hoje não é muito de tomar banho. (leia O Perfumista, bonito livro é uma volta a historia). Detalhe, sim o pinico vem dessa época, era guardado debaixo da cama, e seus dejetos jogados ao amanhecer pela janela.
    - Estanho é metal raro, tem baixo ponto fusao por isso não pode ser feito panelas ou qualquer coisa que vá ao fogo. Pequenas quantidades de estanho não são prejudiciais ao ser humano, prova disso o estanho é encontrado em enlatados, nas laminas finas que envolve os chocolates e os cigarros. Na Idade Media os utensilios mais usados, mesmo pelos nobres, eram de barro e uma liga de bronze maleavel (o veneno não estava no estanho, mas nas combinações do cobre com chumbo, antimônio e arsênico). Pratos e tacas estranhadas ainda hoje são muito usados inclusive como bebedouros para animais. Utensílios estanhados, de bronze e cobre foram muito usados na Idade Moderna até a 1960, quando surgiram acordos internacionais para suspensão da produção para uso humano. Aquelas canequinha nas mochilas dos soldados da primeira guerra mundial era cobre estanhado. O maior veneno esta nas panelas e utensílios de cobres que oxidam quando em contato com oxidantes. Alias, hoje o nosso alumínio é uma liga e tem grande quantidade de estanho.

    - Sobre o invento de um sistema de alarme que poderia ser acionado de dentro do caixão data do começo do século XX.

    Portanto as curiosidades são verdadeiras, apenas as épocas estão emboladas.

    Abç Fausto

Leave a Reply

Get Adobe Flash playerPlugin by wpburn.com wordpress themes