Um Conto de Solidão

Posted By on September 29, 2007

Van Gogh

Tive que fazer para a faculdade alguma história, conto ou projeto inspirado em alguma obra escolhida por mim na internet. Escolhi “O Quarto de Van Gogh[bb] em Arles”. Decidi fazer um conto. Ficou assim…

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Havia um homem, vida medíocre e sem rumo. Era uma pessoa triste, pois não tinha família e nem amigos.

Vamos chamá-lo de Antônio, ele prefere não ser identificado pelo nome verdadeiro.

Antônio é solteiro e mora de aluguel em uma pensão. Trabalha fazendo alguns “bicos” como carpinteiro para os vizinhos e ganha o suficiente para se alimentar e pagar o aluguel de seu quartinho na pensão.

A pensão onde Antônio vive é extremamente pequena e seu quarto não é diferente. Seu espaço individual consiste em um pequeno quarto e um banheiro minúsculo.

Seu quarto é composto por uma cama, alguns desenhos de sua autoria nas paredes, uma pequena mesinha com utensílios de uso pessoal e também duas cadeiras, para o caso de alguma visita inesperada.

Seu banheiro era bem apertado. Tinha um vaso sanitário quase colado a pia e um chuveiro sem espaço nem mesmo para um box.

Já fazia um longo tempo que ninguém aparecia em seu quartinho para visitá-lo. Antônio não tinha parentes nem amigos, mas achava que uma cadeira a mais em seu quarto poderia lhe ser bem útil para alguma coisa.

Sua rotina era sempre a mesma todos os dias. Acordava todas as manhãs por volta das cinco horas da manhã. Na pensão, tem uma humilde cozinha onde Antônio passava para tomar um copo de leite e/ou uma fruta sempre antes de sair para procurar serviços para ganhar o pão de cada dia. D. Matilde, a cozinheira, é uma mulher gorda e muito mal humorada. Odeia bagunça em sua cozinha. Para não ser pego, Antônio leva seu leite ou fruta para o quarto, sabendo que D. Matilde só acorda por volta das seis horas da manhã.

Enquanto toma seu café no seu humilde quarto, ele arruma seu quarto, vai ao banheiro e se veste para trabalhar. Suas roupas são poucas e todas bem puídas e antigas. Nunca pode comprar peças novas. Seu dinheiro não pode pagar por essa extravagância.

Depois de tomar seu café, se arrumar e arrumar seu quarto, Antônio sai em busca de trabalhos, já que na cidade onde mora tem pouquíssimas oportunidades de emprego. Por isso, ele não tem um emprego fixo. Por mais que se esforce, não é possível faturar muito dinheiro por dia. Tudo é devidamente guardado para poder pagar o aluguel do seu quartinho e se alimentar.

Quase todos os dias ele volta para casa por volta das 19hs, que é quando D. Matilde começa a servir a janta na pensão.

Depois de comer algo, toma um breve banho e logo se recolhe. Antônio pouco sabe ler ou escrever, mas costuma desenhar e desenha muito bem. Por isso quando tem insônia faz desenhos para distrair sua mente. Inclusive, os que mais gosta costuma colocar em porta-retratos e pendurar na parede.

A janela de seu quarto não tem vista alguma a não ser de um terreno baldio, por isso, por questão de segurança, Antônio costuma mantê-la fechada. A cidade é tão pacata que algumas vezes algum ladrão aparece para intimidar pessoas humildes.

A cidade onde Antônio mora tem poucos habitantes, é um lugar onde quase todas as pessoas se conhecem pelo nome. Mas, as pessoas dessa cidade são bem fechadas e apesar de quase todo mundo saber quem é quem, ninguém gosta muito de fazer amizades. é um povo que prefere a solidào e que só aceita conviver com a sua própria família.

Em seu quarto, Antônio não tem muitos sonhos, pois não sabe como ter uma melhor perspectiva de vida. Ele quer viver melhor, mas é triste e diferentemente das pessoas dessa cidade, sente falta de ter uma família ou de amigos.

Por isso seu quarto segue com uma cadeira vazia. Na esperança de que alguém um dia possa compartilhar com ele algum momento de felicidade.

Criação: Gabriella Anderson

About the author

Gosto de passear, ler bons livros, navegar na internet, jantar fora, ouvir música, ir no cinema. A única coisa que eu não gosto muito é ficar em casa sem ter o que fazer. Sou uma pessoa de gênio muito forte, um pouco ansiosa. Faço amizades com muita facilidade já que sou muito comunicativa.

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